quarta-feira, 28 de setembro de 2011

FIFA 12





David Rutter é talvez o rosto mais visível de um grupo de engenhosos programadores sediados no Canadá. Todos os anos eles escutam os fãs, perguntam aos críticos sobre o que pode ser melhorado e trabalham para melhorar o futebol virtual da EA Sports. O objetivo é melhorar constantemente o simulador de futebol, mexendo em aspectos que parecem ter chegado ao fim da linha. Não surpreende quando lhes perguntam por mais quanto tempo serão capazes de manter FIFA como um jogo fresco, com novas ideias e que ao mesmo tempo consiga renovar a admiração dos fãs.

Cada vez que é confrontado com estas questões, Rutter revela otimismo quanto ao futuro da série, respondendo de uma forma enérgica. Que é possível mudar muitos aspectos e tornar a experiência mais dinâmica, divertida e viciante, sem perder o rumo e as características que fizeram do jogo uma marca de confiança desde 2009. De largo jogo arcade, FIFA transformou-se na última metade de década num verdadeiro simulador, aproximando-se cada vez mais do futebol que passa na televisão, com comportamentos mais realistas dos jogadores com e sem bola, num futebol rendilhado e apaixonante.




Fifa 12 com muitas novidades
Para este ano, Rutter quis avançar ainda mais e falou sobre uma mudança enorme no Fifa. O objetivo era chegar a um ponto onde a diferença entre a versão anterior e atual fosse mais longe e se posicionasse como um modelo definitivo, sem romper e provocar uma separação entre os adeptos das versões anteriores. Os fãs pedem sempre mais, querem um melhor controle da bola e um comportamento dos jogadores mais plausível e realista, com todas as nuances que podem causar alterações no desenrolar de cada jogada. Pequenos toques e embates contra os adversários, as lesões, o eixo-defensivo que cede por uma entrada fora do tempo ou por um "tackle" falhado. São muitas contingências que podem provocar mudanças com reflexos na alteração do resultado, especialmente quando as equipes encaixam entre si e os jogadores tendem a tapar todos os espaços.Distam assim os tempos em que FIFA assumia preponderância pelo volume de equipes e campeonatos licenciados. Claro que esse continua sendo um ponto um ponto de grande persuasão dos fãs, dada a profusão de campeonatos existentes e de seleções, numa das mais importantes combinações de clubes e seleções totalmente oficiais, sem esquecer da grande quantidade de estádios.Contudo, o mais importante sobre as alterações para este ano está no "gameplay" e no coração do jogo, onde as principais novidades ditarão uma transformação na forma de encarar cada jogo em Fifa 12. Desde o reforço da inteligência artificial através do sistema pro-player, passando pela melhoria dos dribles - muito mais precisos -, pelo sistema de impacto Impact Engine até ao novo esquema de comando defensivo (tático), são várias as alterações distribuídas por diferentes pontos da jogabilidade e que uma vez combinadas entre si resultam numa experiência mais atrativa e realista. A ênfase em aspectos sutis como a marcação do adversário, o choque corporal na aproximação ao corpo e à bola, terá diferentes desfechos e pode suceder que o jogador falhe mais vezes já que pequenas decisões como o timming no desarme ao adversário ou uma entrada de pés juntos para corte de bola, se tomadas de forma precipitada, podem acabar numa perigosa falha, deixando o adversário isolado em direção à area.Não sendo isso suficiente, Rutter e sua equipe introduziram novidades no modo carreira - um dos modos de jogo religiosamente seguido pelos fãs -, no Ultimate Team, assim como o novo EA Sports Football Club, que parte de uma fórmula de apoio a um clube com uma solução de possibilidades mais abrangente, dependente do número de fãs e dos pontos de experiência atingidos diariamente sendo este um dos aspetos determinantes da evolução do clube. Estendendo-se a vários modos de jogo é possível somar mais pontos de evolução a partir de um jogo amigável ou de objetivos alcançados regularmente na reedição de jogos clássicos. 

Fonte: Eurogamer

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